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Renault Megane E-Tech 2026: atualização com bateria LFP e IA

Renault Megane E-Tech 2025 branco estacionado em showroom moderno com luz natural.

Nos últimos anos, vários automóveis com nomes historicamente ligados a motores de combustão passaram por um processo de eletrificação - e o Renault Megane foi um desses casos. Em 2021, o modelo adotou a eletrificação a 100% e, nesse caminho, abandonou a carroçaria de berlina para assumir um formato de crossover.

Como se costuma dizer, «primeiro estranha-se, depois entranha-se». E, de facto, o Megane E-Tech arrancou com um volume de vendas muito significativo. Porém, com a entrada de mais rivais e, sobretudo, com a chegada do Renault 5, os registos desceram para cerca de metade em 2025.

Com o objetivo de recuperar terreno, a Renault preparou uma atualização do Megane E-Tech para 2026. E, ao contrário do que é habitual nestes “facelifts”, as mudanças não se ficam pelo lado estético - além disso, a novidade mais importante nem sequer salta à vista.

Indiscutivelmente um Megane

Quanto ao essencial, já lá vamos; antes disso, vale a pena olhar para o que mudou por fora. As alterações são contidas e estão sobretudo concentradas na frente.

Em vez das anteriores entradas de ar laterais, surge agora uma nova assinatura luminosa, alinhada com as propostas mais recentes da Renault, formada por 18 pontos de luz em formato de diamante.

Atrás, os farolins receberam uma revisão discreta: à primeira vista parecem os mesmos, mas passam a apresentar elementos gráficos geométricos que, segundo a Renault, foram inspirados nos do novo Clio. Visto de perfil, há ainda uma alteração que não é evidente a olho nu: nesta atualização, o Megane E-Tech aumentou 2 cm em altura para acomodar a espessura do novo conjunto de baterias.

Mais tecnológico e com IA

Tal como no exterior, a cabine não foi alvo de uma revolução, e as novidades mais relevantes concentram-se no par de ecrãs do habitáculo. O painel de instrumentos (12,3″) passa a contar com novos grafismos, enquanto o sistema de infoentretenimento (12″) ficou mais ligado a serviços e funcionalidades.

Uma das mudanças passa pelo assistente: o Google Assistant, que anteriormente desempenhava essa função no Megane E-Tech, dá lugar ao Google Gemini, integrando tecnologia de inteligência artificial. De acordo com a Renault, as conversas tornam-se mais naturais e o sistema consegue responder a mais de 300 tipos de pedidos.

A isto soma-se uma atualização importante do Google Maps, que passa a disponibilizar dados mais completos sobre postos de carregamento públicos. Entre outras informações, pode ver-se a localização, o número de lugares disponíveis, o tempo de espera estimado e até o estado de funcionamento dos carregadores.

E, como «não há duas sem três», é também com este novo Megane E-Tech que a Renault lança a aplicação “My RNLT”, criada para substituir a atual My Renault.

Segundo a marca, a nova app permite consultar e controlar remotamente vários parâmetros do veículo, incluindo a temperatura do habitáculo, o estado de carga da bateria e até a localização do automóvel.

Nova bateria LFP

A principal alteração, no entanto, está escondida sob a carroçaria. Nesta evolução, o Megane E-Tech troca a anterior bateria NMC de 60 kWh por uma nova LFP de 67 kWh, com arquitetura CTC (Cell-to-Pack): no total, este conjunto integra 232 células.

No uso real, isto significa aproximadamente mais 30 km de autonomia entre carregamentos, passando para 500 km em ciclo combinado (WLTP). No modelo anterior, o Megane E-Tech ficava-se pelos 468 quilómetros.

Em simultâneo, o carregamento foi melhorado e tornou-se mais rápido. O Megane E-Tech passa a aceitar até 165 kW (mais 35 kW do que antes) em corrente contínua (DC) e mantém até 11 kW - ou 22 kW em opção - em corrente alternada (AC).

Assim, para repor a bateria de 15% a 80% passam a ser necessários 24 minutos, o que, segundo a Renault, representa uma redução de cerca de 25% face ao modelo anterior.

Já no que diz respeito à motorização, não há alterações: mantém-se exatamente o mesmo motor, com 160 kW (218 cv) e 300 Nm de binário máximo. A velocidade máxima continua limitada a 160 km/h e a aceleração de 0 aos 100 km/h cumpre-se em 7,6s.

Vai ficar mais caro?

Para já, os preços para o mercado nacional ainda não foram divulgados. Ainda assim, tendo em conta a bateria de maior capacidade, as novas funcionalidades e o pacote de melhorias desta atualização, seria expectável um aumento face ao modelo anterior.

Apesar disso, a Renault garante que o impacto será reduzido. Segundo os responsáveis da marca, a intenção é manter o preço em linha com o da versão anterior, que começava em valores próximos dos 38 mil euros.

Para esse objetivo contribui a adoção de uma bateria que, embora maior, recorre à química LFP - uma tecnologia com custos de produção inferiores aos das baterias NMC usadas anteriormente.

Com chegada ao mercado apontada para o final do ano, o novo Renault Megane E-Tech ficará disponível para encomenda no final do verão. Os preços oficiais só serão conhecidos nessa altura.

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