A RTP1 fecha, este domingo, o ciclo de "Dream Team - Equipa de sonho". Na última emissão, Daniela Ruah junta-se como jurada convidada a Diogo Pinto e Catarina Furtado, cabendo ao trio escolher a equipa vencedora. No comando do formato esteve Catarina Maia, que olha para a experiência como um balanço francamente positivo - e como o teste mais exigente do seu percurso.
Catarina Maia no prime-time: o maior desafio
"Não há dúvidas de que é o projeto que mais me desafiou até hoje", reconhece a apresentadora. A entrada no horário nobre, explica, obrigou-a a mudar rotinas e a preparar-se de outra forma, com estudo e foco "para que o programa fosse bem conduzido". A meta, sublinha, era chegar a cada gala "tranquila com a exigência" inerente a um direto. "Quero, acima de tudo, saber que dei o meu melhor e que entregámos ao público um formato que vai ao encontro das suas necessidades", acrescenta.
A reação do público acabou por ir ao encontro do que esperava. A comunicadora descreve "Dream Team" como um programa "leve e fácil de se ver", que consegue passar "um sentido de companheirismo e portugalidade bonito". Para Catarina Maia, esse tom resultou também da ligação construída com a equipa da RTP - a "família" que a recebeu há quatro anos - e do conforto que, diz, se sente no estúdio, algo que, na sua perspetiva, "faz com que o produto final transpareça exatamente aquilo que se vive em estúdio".
Aos 26 anos, encara esta etapa como mais um degrau no crescimento dentro da estação pública. "Gosto de acreditar que sim, ainda que não tome nada como garantido. Perceber que as horas de trabalho e o empenho dão frutos tem-me realizado muito."
O lado mais pessoal de Catarina Maia
Entre o que mais lhe trouxe esta aventura, destaca o contacto com os concorrentes mais jovens. A apresentadora assume que se comove sobretudo ao ver "quem tem uma paixão a cumprir um sonho" e considera que, no "Dream Team", essa emoção se intensifica por os mais novos a viverem "em equipa e com um ídolo".
Num período ainda atravessado pela morte prematura do pai, no ano passado, Catarina Maia diz ter encontrado nesse convívio um conforto inesperado. A "inocência e transparência" dos participantes, admite, ajudam-na a "colocar muitos assuntos em perspetiva e organizar muitos sentimentos". Ainda assim, para enfrentar os diretos, continua a ir buscar força à família. "Ainda que não o veja, acredito que bebi dele muito do que sou hoje e é a essa crença que vou buscar motivação", confessa, referindo-se ao pai.
Mentoria nos bastidores e ligação à rádio
Fora das câmaras, Catarina Furtado tornou-se uma referência próxima. Catarina Maia conta que a jurada tem acompanhado o seu caminho "com olho crítico", deixando-lhe "conselhos construtivos" e chamando-a à atenção "quando tem de ser".
Ao mesmo tempo, mantém-se ligada à Mega Hits e garante que não quer abdicar de nenhuma das duas áreas que a movem. Sente, além disso, que programas como "Dream Team" e "100% Português" a ajudaram a chegar a pessoas que ainda não a acompanhavam. Agora, espera que este projeto tenha mostrado um lado mais natural da sua forma de estar. "Gostava que transparecesse o meu lado mais extrovertido e carinhoso e que as pessoas se identificassem com cada um dos sonhos que ali estão a ser cumpridos", concluiu a portuense, antes da grande final.
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