Andrés Mieles, de 11 anos, viu a vida mudar drasticamente após os sismos na Venezuela: perdeu os pais e os restantes familiares, ficou sem uma perna e, ao ser retirado dos escombros, surpreendeu quem o acompanhava com um desejo simples e inesperado. O menino pediu o cromo de Cristiano Ronaldo para completar a caderneta Panini do Mundial.
O pedido do cromo Panini do Mundial
A singeleza do pedido marcou o momento do resgate e tocou muitas pessoas. Em pouco tempo, o caso espalhou-se pelas redes sociais, levando milhares de utilizadores a tentar localizar a caderneta e, sobretudo, o cromo do capitão da Seleção Nacional.
A mobilização acabou por ultrapassar fronteiras e chegar até ao próprio Cristiano Ronaldo.
A mensagem em vídeo de Cristiano Ronaldo
Comovido com a história do menino venezuelano, o avançado português gravou uma mensagem em vídeo especificamente para Andrés.
"Olá, Andrés. Faço este vídeo para te enviar um abraço. Sei que és um grande fã e queria dizer-te que, quando estiveres bom, quero convidar-te para veres um jogo meu. Está bem? Gostava muito de te conhecer", afirma Cristiano Ronaldo na mensagem enviada ao menino.
Entrega do vídeo no Hospital Miguel Pérez Carreño
A gravação foi entregue a Andrés em mão pelo criador de conteúdos venezuelano Armando Poyo, que ajudou a divulgar a história nas redes sociais e a fazê-la chegar ao internacional português. A reação do rapaz, ainda internado no Hospital Miguel Pérez Carreño, em Caracas, voltou a comover milhares de pessoas.
Elogios a CR7 nas redes
De acordo com a imprensa venezuelana, Andrés perdeu toda a família no sismo e acabou por sofrer a amputação de uma perna devido aos ferimentos causados pelo desabamento do edifício onde estava. Apesar da dimensão da tragédia, o pedido feito após o resgate transformou-se num sinal de esperança para muitos venezuelanos.
O gesto de Cristiano Ronaldo gerou uma nova onda de mensagens de apoio ao menino e multiplicaram-se também as ofertas para lhe fazer chegar o cromo que tanto queria.
Nas redes sociais, vários utilizadores elogiaram a atitude do jogador português, defendendo que o convite para assistir a um dos seus jogos vale mais do que a realização de um sonho: é uma forma de devolver algum alento a uma criança que perdeu praticamente tudo.
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