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Mercado automóvel nacional no 1.º semestre de 2026: eletrificação domina, Tesla lidera

Carro elétrico Tesla branco estacionado numa garagem com vista para o rio e uma ponte suspensa ao fundo.

Mercado automóvel nacional no 1.º semestre de 2026: números do semestre

Ao longo dos primeiros seis meses de 2026, foram vendidos em Portugal mais de 137 mil ligeiros de passageiros, o que se traduziu numa subida de 10,5% face ao período homólogo. Ainda assim, o dado mais revelador não está tanto na dimensão do mercado, mas na transformação que estes números expõem.

Entre janeiro e junho, saíram 34 706 automóveis elétricos, um salto de 38,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com isso, os elétricos passaram a valer 25,3% da quota do mercado nacional, ficando muito próximos do peso dos automóveis 100% a combustão.

Somando gasolina e gasóleo, os modelos de combustíveis fósseis representaram 25,8% das vendas, totalizando 35 315 unidades - uma vantagem de pouco mais de 600 unidades relativamente aos elétricos.

A eletrificação tomou conta do mercado

Quando se observa o conjunto das motorizações, a leitura é clara: a eletrificação passou a comandar o mercado nacional. No acumulado do semestre, 68% dos ligeiros de passageiros vendidos em Portugal incluíam algum tipo de eletrificação - elétricos, híbridos plug-in ou híbridos convencionais (sem necessidade de carregamento).

Apesar do crescimento acentuado dos elétricos, são os híbridos convencionais que continuam no topo das vendas em Portugal, em linha com a dinâmica europeia. No primeiro semestre, foram matriculados 38 929 híbridos, +30,8% do que no período homólogo. Esta solução já responde por 28,4% das vendas.

Já os híbridos plug-in, embora sejam a motorização eletrificada com menor expressão - 14,3% -, também registaram evolução positiva no primeiro semestre de 2026: mais 22,7% face ao primeiro semestre do ano passado, com 19 631 unidades matriculadas.

Quota da gasolina e do gasóleo continua a cair

Do lado da combustão, a gasolina ficou-se pelos 13,3% (18 250 unidades), enquanto o gasóleo aprofunda a queda e pesa agora apenas 3,7% do mercado (5004 unidades). Neste momento, híbridos convencionais, elétricos e híbridos plug-in já superam, cada um por si, as quotas dos automóveis a combustão.

Tesla lidera nos elétricos

No universo dos elétricos, a Tesla mantém-se como a marca com maior domínio, ao somar 6275 unidades vendidas no semestre (+53,5%), equivalentes a 18,1% da quota de vendas de elétricos. Logo atrás surgem a BMW (2946 un.; +30,5%) e a BYD (2631 un., +23,2%).

Entre os híbridos, a liderança é claramente da Peugeot, com 7555 unidades (+19,2%) e uma quota de 19,4% dentro do segmento. A Toyota e a Citroën completam o pódio com 5683 unidades (+20%) e 3122 unidades (+247,7%) matriculadas, respetivamente. Um dos destaques do semestre foi a MG, que mais do que quadruplicou as vendas de híbridos face ao período homólogo (+362,5%), chegando ao sexto lugar com 2391 unidades.

Nos híbridos plug-in, a Mercedes-Benz foi a marca mais vendida com 4489 unidades (+8,9%), seguida da BMW (3087 un.; 12,1%) e da Volkswagen (1796 un.; 32,4%). A BYD também registou uma subida muito expressiva (+108,8%), firmando-se no quarto lugar com 1426 unidades.


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