Se ao Astra juntarmos o Kadett - o seu antecessor - a Opel soma 12 gerações de familiares compactos que recuam até 1936(!). É um historial pesado para o novo Opel Astra L, o primeiro a ser desenvolvido já fora da GM e no seio da Stellantis.
Este foi o nosso segundo contacto em Portugal com o Astra mais recente: depois de uma apresentação estática em outubro do ano passado, chegou finalmente o momento de o conduzir.
Deixem que o Diogo Teixeira vos mostre, ao pormenor, o novo Opel Astra por dentro e por fora, bem como as primeiras - e decisivas - sensações ao volante. Aqui, na variante híbrida plug-in de 180 cv, no nível GS Line.
O novo Opel Astra L
Há várias estreias nesta geração do Astra, impulsionadas sobretudo pela entrada da Opel primeiro na PSA e, mais tarde, na Stellantis. O resultado é que o Astra L não aproveita «nem um parafuso» do anterior Astra K.
A base é a plataforma EMP2, comum aos novos Peugeot 308 e DS 4. Foi esta mudança que abriu a porta a novas motorizações, incluindo, pela primeira vez, híbridas plug-in como a que aparece no vídeo.
E a eletrificação não fica por aqui: o novo Astra vai ganhar uma variante inédita 100% elétrica já em 2023 - e estará disponível nas duas carroçarias, o cinco portas e a carrinha Sports Tourer, também de cinco portas. A propósito, a carrinha do Astra chega durante o segundo semestre.
Diferenciar é preciso
A inevitável (e elevada) partilha de componentes com o lado francês da Stellantis podia «diluir» a personalidade do Astra, mas a Opel investiu a sério para o afastar dos «primos franceses».
Isso nota-se desde logo no estilo, tanto no exterior como no interior, com a adoção da mais recente linguagem visual da marca - inaugurada pela segunda geração do Mokka.
Por fora, sobressai o Opel Vizor: a “cara” que une faróis e grelha num único elemento gráfico. A isto juntam-se superfícies e vincos mais marcados, com traços mais retilíneos, horizontais e de geometria mais rigorosa do que os que encontramos nos equivalentes franceses.
No habitáculo, a lógica repete-se. O destaque vai para o Opel Pure Panel, que reúne dois ecrãs (um dedicado ao painel de instrumentos e outro ao sistema de infoentretenimento) e apresenta um ambiente mais contido do que o visto tanto no 308 como no DS 4. Há um «aroma» mais… germânico, à semelhança do seu rival de sempre, o Volkswagen Golf.
O próprio infoentretenimento também tem grafismos específicos, mas a distinção vai além do que se vê.
Como o Diogo explica no vídeo, a Opel aplicou calibrações próprias na direção e na suspensão, de forma a entregar um «pisar» mais firme e estável - como se espera de um alemão. E, como seria de esperar, houve também otimização para as autobahn germânicas.
Híbrido plug-in, pela primeira vez
Há algo que parece cada vez mais evidente: este Astra poderá ser também o último a oferecer motores de combustão. A marca alemã já declarou a ambição de ser totalmente elétrica a partir de 2028, o que deixa o rumo do sucessor desta geração praticamente definido.
Até lá, o Astra L chega a Portugal com um motor a gasolina (1.2 l e 130 cv), um motor Diesel (1.5 l e 130 cv) e, pela primeira vez na sua história, com uma versão híbrida plug-in.
O Opel Astra Hybrid combina um 1.6 Turbo a gasolina com 150 cv com um motor elétrico de 80 kW (109 cv), para uma potência máxima combinada de 180 cv e um binário máximo combinado de 360 Nm.
Com esta configuração, cumpre os 100 km/h em 7,6s e alcança 225 km/h, oferecendo ainda até 60 km de autonomia elétrica (ciclo combinado WLTP).
Foi precisamente esta motorização que experimentámos neste primeiro contacto, aqui no nível GS Line - o de visual mais desportivo. Este conjunto está também disponível no nível Business, destinado a empresas, e no nível Elegance.
Em termos de preço, o Opel Astra Hybrid começa nos 37 300 euros na versão Business e vai até aos 42 300 euros do GS Line testado.
Na restante gama, o 1.2 Turbo de 130 cv arranca nos 25 600 euros. Se a preferência recair no Diesel, o 1.5 Turbo D começa nos 29 100 euros.
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