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BMW Série 3: renovação de meio de ciclo com estilo e tecnologia

Carro BMW azul modelo 2025 exposto num salão moderno com iluminação interior brilhante.

O BMW Série 3 - apresentado pela primeira vez há 45 anos (e há menos 10 anos no caso da carrinha, a Touring) - é, na prática, uma das referências intocáveis da marca bávara, e há razões para isso.

Mesmo com a corrida aos modelos do tipo crossover e aos SUV, o Série 3 mantém-se como o automóvel mais vendido da BMW na Europa: no ano passado, foram matriculadas neste continente pouco mais de 116 000 unidades, face a pouco mais de 90 000 do seu SUV mais procurado, o X1.

Este desempenho significa também que o Série 3 voltou a ficar à frente dos seus dois principais rivais no segmento das pequenas limusinas de gama alta: o Mercedes-Benz Classe C (81 000 vendidos em 2021) e o Audi A4 (77 000).

À escala mundial, e desde 1975, a BMW já comercializou mais de 16 milhões de Série 3. Deste total, 1,1 milhões pertencem à geração atual, lançada em 2019, cujos mercados mais importantes são a China, Alemanha, EUA e Reino Unido.

Sendo uma atualização a meio do ciclo de vida, é natural que o que aqui vemos seja uma evolução contida - claramente mais um refinamento do que uma mudança radical.

Leves retoques no estilo

Na dianteira, os faróis LED passam a ter um recorte mais estreito e as luzes de condução diurna adotam uma assinatura em “L” invertido. A grelha característica em “duplo-rim” também foi discretamente redesenhada e passa a integrar barras verticais duplas.

Na traseira, destaca-se uma área maior pintada na cor da carroçaria, farolins igualmente mais delgados e ponteiras de escape de maior diâmetro (90 mm a 100 mm, dependendo da motorização). Além disso, nenhum Série 3 será equipado com jantes inferiores a 17” (em liga leve).

Quem procurar um visual mais desportivo pode escolher o pacote M Sport, que inclui grelha com padrão tipo ninho de abelha, para-choques com desenho específico e jantes de 18” com pneus de dimensões mistas. Em alternativa, existe o M Sport Pro, que adiciona revestimentos exteriores de elevado brilho e um sistema de travagem M com pinças vermelhas.

O pacote M Sport Pro estará disponível tanto nas versões “normais” como nas BMW M Performance, que se diferenciam, por fora, por uma grelha com design de malha, jantes próprias de 18” (ou 19” em opção), ponteiras de escape trapezoidais e tampas dos retrovisores em negro brilhante.

Voltando ao M Sport, a oferta de cores passa a incluir duas novas tonalidades: Skyscrapper Grey Metallic e Brooklyn Grey Metallic. Somam-se ainda duas cores que, até aqui, só existiam no catálogo BMW Individual: Frozen Pure Grey e Frozen Tanzanite Blue.

Interior mais moderno e tecnológico

No habitáculo, a disposição e a tecnologia aproximam o Série 3 dos BMW mais recentes. A principal novidade é a adoção de dois ecrãs digitais curvos: o da instrumentação, com 12,3”, e, à direita, o do sistema de infoentretenimento, com 14,9”. Ambos oferecem elevada definição e múltiplas opções de personalização.

Como tem sido tendência, há uma redução expressiva de comandos físicos, com maior aposta em controlos táteis e por voz.

O comando da caixa automática Steptronic de oito velocidades - que passa a ser a única opção, uma vez que a transmissão manual deixa de estar disponível - surge com um novo desenho.

De série, passam a estar incluídos os sensores de estacionamento à frente e atrás, o sistema de navegação, o retrovisor interior com função antiencadeamento e o ar condicionado automático de três zonas.

A evolução nos sistemas de conectividade e na interação entre condutor e automóvel é muito significativa, fruto da adoção do sistema operativo 8.0, já utilizado pela BMW em todos os seus novos modelos.

Nas versões híbridas de ligar à tomada, a aplicação My BMW assume-se como um interface digital universal, ajudando a tornar os processos de carregamento da bateria tão simples e rápidos quanto possível.

Também foi reforçada a integração com dispositivos Android e Apple, e passa a ser possível realizar atualizações remotas.

Gasolina, Diesel e híbridos de ligar à tomada

A oferta de motorizações mantém-se ampla e, no essencial, inalterada, com opções Diesel, a gasolina e híbridas de ligar à tomada.

Nos motores a gasolina, o bloco base é um quatro cilindros de 2.0 l, presente nas variantes 318i (156 cv), 320i (184 cv) e 330i (245 cv). Já o M340i (374 cv) recorre a um seis cilindros em linha de 3.0 l, turbo.

Do lado Diesel, a base continua a ser o 2.0 l de quatro cilindros, utilizado nos 318d (150 cv) e 320d (190 cv). Para os 330d (286 cv) e M340d (340 cv), a BMW recorre ao 3.0 l de seis cilindros.

Todas as motorizações passam a contar com hibridização ligeira, na qual o motor/gerador elétrico apoia o motor de combustão para o manter a trabalhar nos regimes mais eficientes, além de disponibilizar 11 cv e 50 Nm adicionais, contribuindo para uma resposta mais imediata na aceleração.

Por fim, nos híbridos de ligar à tomada, a BMW combina o mesmo 2.0 l a gasolina de quatro cilindros com um motor elétrico de 109 cv, nas versões 320e (204 cv e 350 Nm) e 330e (292 cv e 420 Nm). Em ambos os casos, o consumo situa-se entre 1,3 l/100 km e 1,8 l/100 km, e a autonomia elétrica varia entre 54 km e 62 km.

Todos os Série 3 desta geração estão igualmente disponíveis com tração integral (xDrive), embora com pequenas diferenças entre berlina e carrinha: na primeira, não existe nos 318i, 318d e 320e; na segunda, está indisponível nos 318i, 320i e 318d.

Tanto o M340i como o M340d são vendidos exclusivamente com tração às quatro rodas.

Quando chega?

O novo BMW Série 3 tem chegada prevista para antes do final do verão, embora ainda não existam preços anunciados para Portugal.

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