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ICAD: Joana Teixeira sobre dependência dos videojogos, jogo a dinheiro, cocaína, canábis e álcool

Mulher médica explica ao jovem os perigos dos vícios enquanto mostra cartas ilustradas numa consulta.

A procura por ajuda para lidar com a dependência dos videojogos ou com o jogo a dinheiro tem crescido a um ritmo muito elevado nos últimos anos e Joana Teixeira admite que faltava uma resposta especializada no Serviço Nacional de Saúde. Surgem agora novas soluções em Lisboa e no Porto - sendo que a unidade do Porto será inaugurada hoje. A psiquiatra, que desde janeiro preside ao Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências (ICAD), descreve um panorama nacional: a adição à cocaína assumiu contornos inquietantes entre os mais novos, a canábis tem aumentado de forma transversal e as drogas sintéticas serão o grande teste nos próximos tempos. No caso do álcool, o consumo no sexo feminino disparou e já existem programas desenhados especificamente para mulheres. Ainda assim, Portugal continua com uma prevalência baixa de consumo de substâncias quando comparado com outros países europeus.

Ao completar seis meses na liderança do ICAD, Joana Teixeira recebe-nos em Lisboa. É fim da manhã, o calor sente-se, e uma reunião atrasou-a ligeiramente - pede desculpa antes de arrancarmos. Antes de assumir a presidência do ICAD, liderou a Sociedade Portuguesa de Alcoologia, pelo que fala com conhecimento de causa sobre dependências. Entre as prioridades do seu mandato, a área do jogo tem estado particularmente em foco. E foi por aí que começámos.

Dependência dos videojogos e jogo a dinheiro: novas respostas em Lisboa e no Porto

Amanhã, o ICAD abre no Porto um programa de tratamento para a utilização problemática do videojogo, depois de já ter inaugurado a primeira unidade pública para tratar a dependência do jogo a dinheiro, em Lisboa. Esta é uma das principais preocupações atualmente na área das dependências?
Sim, é uma preocupação muito grande. O que temos observado nos últimos três anos é um aumento da procura dos nossos serviços por perturbações associadas ao jogo - tanto jogo a dinheiro como utilização problemática de videojogos. Como esse crescimento foi muito expressivo, entendemos que fazia sentido disponibilizar rapidamente respostas clínicas especializadas para os casos mais graves, garantindo um tratamento mais adequado e diferenciado.

Até aqui estes utentes eram integrados noutras unidades de tratamento?
Até agora, estes doentes eram acompanhados em consulta no ICAD, mas não existia um programa próprio e especializado, estruturado e multidisciplinar, dirigido especificamente à patologia do jogo. Nos quadros mais graves é necessário um apoio mais integrado, e estas unidades surgem precisamente para colmatar essa lacuna. Nos casos mais ligeiros, o seguimento pode manter-se em consulta nas várias UIL (Unidades de Intervenção Local). Já as situações de maior gravidade exigem este tipo de intervenção.

O número de pessoas no nosso país que procuraram tratamento por dependência do jogo mais do que duplicou nos últimos dois anos. Estruturas como estas não tardaram demasiado a chegar?
Estas unidades implicam equipas altamente diferenciadas e com formação específica. O trabalho que estivemos a desenvolver passou por reunir profissionais com preparação mais avançada para constituir estas respostas. Além disso, temos colaborado com centros de referência, nomeadamente em Inglaterra e em Espanha. Os nossos técnicos têm feito formação regular nesses locais, com experiência acumulada no tratamento desta patologia, realizaram visitas aos serviços e mantém-se uma articulação próxima. Ou seja, não basta abrir um centro: é indispensável garantir técnicos especializados e capazes de responder. E também só chegámos em janeiro...

Esta separação do tratamento da dependência dos videojogos e do jogo a dinheiro tem alguma razão de ser?
Não. Foi apenas uma opção prática. A equipa do Porto tinha mais formação na área dos videojogos e a de Lisboa tinha maior preparação na área do jogo a dinheiro. O que fizemos foi aprofundar ainda mais essa especialização: Lisboa reforçou competências no jogo a dinheiro e o Porto na intervenção em videojogos. Quando as equipas tiverem capacidade mais alargada para tratar as várias vertentes, a intenção é, naturalmente, expandir o tratamento do jogo a dinheiro ao Porto e o dos videojogos a Lisboa.

São ambos serviços de ambulatório?
Sim. São respostas em ambulatório e qualquer unidade do Serviço Nacional de Saúde pode referenciar doentes. As equipas incluem psiquiatras, psicólogos e assistente social. Em Lisboa haverá ainda o apoio de um contabilista para as questões financeiras. O programa é estruturado: decorre ao longo de várias semanas, com pelo menos 16 sessões. Nessas sessões participa o doente e também a família, porque se trata de uma perturbação que acaba por ter impacto direto nos familiares e a colaboração destes é relevante para o tratamento. A intervenção pode ser individual, mas também em grupo. Teremos as duas valências: acompanhamento individual para necessidades mais específicas e intervenção psicodinâmica de grupo.

Isto significa que o internamento específico para tratar dependências de jogo, em Portugal, continua a só ser possível no privado?
O ICAD dispõe de unidades de internamento para desabituação de substâncias e desintoxicação, que também estão abertas a dependências comportamentais. No entanto, a questão central é que, nas patologias do jogo, o tratamento com melhores resultados passa pelo ambulatório. Daí ser essencial termos um modelo intensivo em ambulatório, que tem demonstrado ser o mais eficaz nestas situações.

Quantas pessoas poderão ser tratadas?
Neste momento, não há um número fechado, porque se trata de um tratamento novo e estamos a perceber qual será a dimensão real da procura - e acreditamos que será elevada. Sendo intervenções de grupo, tanto no Porto como em Lisboa, ganhamos flexibilidade de resposta. Cada grupo terá no máximo 14 doentes e está prevista a criação de mais do que um grupo. À medida que a procura evoluir, veremos se é necessário reforçar equipas. Para já, trabalhamos com 14 doentes por grupo e a possibilidade de criar três ou quatro grupos com relativa facilidade.

Sendo que a dependência dos videojogos, e mesmo do jogo a dinheiro, afeta uma camada muito jovem da população, o ICAD também atua em prevenção junto das escolas?
Sim. Através da Unidade de Prevenção e Promoção da Saúde, o ICAD tem vários programas de prevenção dirigidos a jovens e estamos também a aprofundar a possibilidade de lançar novas campanhas, programas e outras medidas preventivas.

Que podem passar pela questão da publicidade? Há já países onde a publicidade ao jogo a dinheiro e às apostas desportivas é proibida...
É um tema que estamos a avaliar neste momento. A primeira prioridade foi garantir o tratamento mais adequado para quem já nos procura. Se há pessoas a pedir ajuda, temos a responsabilidade de responder de forma imediata. As restantes medidas estão a ser estudadas e serão apresentadas quando entendermos que estão devidamente consolidadas.

O ICAD criou recentemente o Fórum Nacional do Jogo e dos Videojogos precisamente para olhar para esta problemática. Ainda não há conclusões?
O fórum já teve uma primeira reunião, muito produtiva. Reunimos à mesa produtores e distribuidores - quer de videojogos quer de jogo a dinheiro -, estruturas de tratamento e associações de jogadores. O objetivo é promover diálogo entre todas as partes para chegar a medidas eficazes e, sobretudo, exequíveis. Nesta primeira sessão, identificámos também a necessidade de envolver outros parceiros; vamos alargar a composição do fórum e agendar uma nova reunião.

Quando é que poderá haver conclusões?
Para já, queremos ouvir os diferentes intervenientes, porque esta é uma área muito recente. Até 2025 não existia monitorização nacional do jogo; os relatórios anuais apresentados na Assembleia da República focavam-se em substâncias ilícitas e álcool, e não havia acompanhamento nacional do jogo...

Porquê? Foi já em 2018 que a OMS incluiu o vício dos videojogos na lista de perturbações mentais...
Sim, mas continua a ser uma perturbação relativamente nova. Provavelmente foi necessário tempo para se compreender a dimensão real do problema. E a pandemia também contribuiu, porque houve um aumento do jogo, acelerando esta evolução.

Voltando à questão da publicidade, e sabendo que há uma série de influenciadores digitais com grande poder sobre os mais jovens a promover sites de apostas, às vezes até ilegais, qual é a sua perspetiva?
Há várias dimensões a considerar. Existe publicidade ao jogo legal, há a vertente do jogo ilegal e há ainda o papel dos influenciadores digitais e do tipo de promoção que fazem. Precisamos de entender muito bem o fenómeno para propor medidas que sejam realmente eficazes. Neste momento, ainda não temos informação suficientemente robusta para responder de forma totalmente assertiva. Se tivéssemos mais dados, seria diferente. Mas é, sem dúvida, uma preocupação.

Drogas sintéticas, canábis e cocaína: riscos e tendências

Olhemos, então, para as drogas. Segundo o Relatório Europeu sobre Drogas de 2026, divulgado recentemente, quase todas as semanas surge uma nova droga sintética na Europa. É motivo para alarme?
É, porque estamos perante substâncias com efeitos muito imprevisíveis. Muitas vezes não se conhece o impacto real, mas sabe-se que são cada vez mais potentes e com riscos sérios para a saúde.

Quais são os maiores desafios que estas novas drogas trazem?
Um dos principais é a deteção: ainda não existem meios padronizados para as identificar, e como mudam constantemente - numa semana é uma, na semana seguinte já é outra -, a imprevisibilidade é enorme, o que torna a deteção e o controlo muito difíceis. Do ponto de vista de quem consome, o risco aumenta, porque frequentemente não há consciência do que está a ser tomado nem das consequências para a saúde. Além disso, muitas destas substâncias fogem aos circuitos habituais e a venda digital é comum.

Os dados mais recentes mostram que, no nosso país, há menos pessoas a consumir drogas, mas, em 2024, registou-se o valor mais alto de toxicodependentes a iniciar tratamento dos últimos dez anos. Como é que se explica isto?
O que se verifica é uma diminuição da prevalência de consumo na população geral, mas quem consome tende a apresentar padrões mais graves e consequências mais severas, o que leva à necessidade de tratamento. Ou seja, pode haver menos consumo, mas o consumo existente é mais intenso e com maior impacto na saúde.

Pode também ser um sinal de maior informação?
Sim, é verdade que as nossas unidades estão acessíveis para quem procura tratamento e, portanto, para o ICAD é positivo haver este aumento. No caso das substâncias ilícitas, temos uma boa cobertura terapêutica: a maioria dos doentes procura as nossas unidades e é tratada. Já no álcool não é assim; no álcool existe um "gap" muito grande entre o número de pessoas com dependência e aquelas que chegam aos serviços. Mas, nas substâncias ilícitas, estamos muito bem, e o aumento de procura nas nossas respostas é um bom sinal.

Como é que estão os tempos de espera para tratamento?
O indicador que usamos é a média nacional para o primeiro acolhimento, ou seja, o tempo entre a referenciação e o primeiro contacto no serviço. A média nacional é de 30 dias. Naturalmente, há locais com tempos mais elevados e outros mais reduzidos, mas a média é 30 dias.

Atualmente, quais são as drogas mais consumidas em Portugal?
A substância com maior prevalência é a canábis. Em seguida vem a cocaína e depois o MDMA (êxtase).

Sendo que a cocaína está associada ao maior número de overdoses...
Exatamente. A cocaína tem sido um problema nos últimos anos. Temos observado um crescimento do consumo, sobretudo de crack, e trata-se de uma tendência europeia. Estive recentemente na reunião semestral do Conselho de Administração da Agência da União Europeia sobre Drogas (EUDA) e esta preocupação foi comum a vários Estados-membros. Na Europa, temos visto aumentar o consumo de cocaína e também as overdoses associadas. Isto é particularmente desafiante porque ainda não dispomos de um tratamento farmacológico eficaz que permita, por exemplo, uma lógica de substituição como aconteceu com a metadona no caso da heroína.

Há alguma explicação para este aumento?
Está muito ligado à evolução dos mercados e aos canais de venda e disponibilização de substâncias ilícitas. Temos percebido um reforço da venda e distribuição de cocaína - e, em particular, de crack -, o que aumenta a acessibilidade.

Também poderá estar ligado ao facto de ainda ser uma droga socialmente aceite?
Diria que existe uma fraca perceção de risco associada ao consumo de cocaína. Enquanto a heroína tem uma perceção mais clara das consequências negativas, na cocaína isso não é tão evidente. Porém, está associada a impactos muito graves: muitos surtos psicóticos e muitas mortes por enfarte em jovens, entre outras consequências que frequentemente são pouco conhecidas.

E os consumidores são jovens...
Sim, o perfil mais frequente do consumidor de cocaína situa-se entre os 15 e os 34 anos. E o consumo de crack tem aumentado muito. Apesar de ser cocaína do ponto de vista químico, é muito mais potente nos efeitos e o potencial de adição é muito superior ao da cocaína inalada. Acaba por assumir um papel semelhante ao que a heroína teve noutros períodos, mas com diferenças importantes: é mais acessível, mais barata, provoca dependência mais intensa e gera maior perturbação na comunidade, porque a degradação é rápida e visível - ao nível físico, laboral e na desinserção familiar.

Falava também da canábis, que é a droga mais consumida. Tem havido igualmente um aumento dos casos de dependência.
O relatório da EUDA concluiu que, nos últimos anos, aumentou a potência associada à canábis, especialmente à resina (haxixe), e isso contribui para um maior risco de dependência. Em Portugal, o que temos observado é um aumento do consumo problemático e da dependência de canábis em todos os grupos etários - não apenas entre jovens ou apenas entre pessoas mais velhas. É uma tendência dos últimos anos.

Salas de consumo vigiado e diagnóstico nacional

No que toca às salas de consumo vigiado, a questão da falta de vagas é um problema muito debatido. Já falou em aumentá-las. Em que ponto estamos?
Neste momento, estamos a realizar um diagnóstico nacional sobre consumos de substâncias ilícitas. O objetivo é perceber onde existe maior necessidade de respostas - em diferentes áreas e para diferentes substâncias. Está previsto termos o relatório desse diagnóstico no segundo semestre do ano e, a partir daí, teremos de propor as medidas adequadas.

Mas o objetivo passa por aumentar as salas de consumo?
Se se confirmar que é necessário, sim.

E há meios para isso?
Antes de avançarmos para medidas concretas, temos de perceber se essa necessidade existe efetivamente.

Tratamento, álcool e prioridades do ICAD

Voltemos ao tratamento. Portugal continua a ser um modelo internacional nesta matéria?
Sim, continua. Em comparação com outros países europeus, Portugal mantém valores de prevalência de consumo de substâncias entre os mais baixos, o que é de assinalar e decorre do modelo de intervenção que temos nos comportamentos aditivos e dependências. É um modelo integrado que abrange substâncias ilícitas, álcool e jogo. O modelo português tem funcionado muito bem.

A propósito do álcool, desde que tomou posse, a Unidade de Alcoologia de Lisboa voltou a realizar internamentos, ao fim de seis anos. E a Unidade de Alcoologia do Porto também retomou os internamentos, 15 anos depois de o serviço ter sido encerrado. Porquê esta aposta?
Os estudos indicam que o tratamento é mais eficaz quando o doente é acompanhado pela mesma equipa multidisciplinar. Isso é especialmente importante nos casos graves, que são aqueles referenciados para as unidades de alcoologia. Noutros cenários, poderá não ser necessário e os doentes podem ser tratados em unidades de desabituação, como acontecia até agora, onde se recebem doentes de substâncias ilícitas e de álcool sem distinção. Mas, na dependência grave de álcool, recomenda-se que seja a mesma equipa terapêutica a acompanhar todas as fases - das consultas ao internamento, quando é preciso permanência. Além disso, criámos uma estrutura de hospital de dia de alcoologia que permite ao doente fazer tratamento diário em ambulatório durante três a seis meses. Ou seja, passaram a existir programas de intensidade intermédia, entre o ambulatório e o internamento, com maior flexibilidade e potencial de eficácia. Com a mesma equipa, torna-se mais simples ajustar o nível de cuidados.

Há um aumento do consumo de álcool nas mulheres e, já o disse, isso é uma preocupação grande. O que pode estar por trás disso?
Está relacionado com fatores culturais e sociais na forma como mulheres e homens se posicionam face ao álcool. No entanto, essas mudanças sociais não são acompanhadas pelos fatores biológicos, porque nas mulheres as enzimas não têm a mesma capacidade nem a mesma rapidez de metabolização do álcool que nos homens. Assim, com a mesma quantidade ingerida, os efeitos e as consequências não são iguais num homem e numa mulher, devido a determinantes biológicos.

Já há programas terapêuticos dirigidos especificamente ao sexo feminino...
Sim. Nas mulheres existe uma vergonha muito maior em pedir ajuda, há mais ocultação dos consumos e é mais difícil dar o passo de ir a uma unidade de tratamento. Socialmente, é mais normalizado - não devia ser, mas é - um homem beber muito; já uma mulher com alcoolismo carrega um estigma mais pesado. Isso dificulta a procura de tratamento no sexo feminino. Depois, quando a mulher chega ao tratamento, é importante que perceba que não está sozinha. Por isso existem programas de intervenção apenas com mulheres.

As bebidas alcoólicas estão ao mesmo nível do jogo no que toca à publicidade. E o acesso é muito facilitado. Ainda há uma normalização deste consumo na sociedade portuguesa?
O que existe é uma cultura de país vinícola com muitos, muitos anos, em que a produção e o consumo de bebidas alcoólicas estão profundamente enraizados. Tal como no jogo, do ponto de vista legislativo, trata-se de produtos/atividades legais, não de substâncias ilegais. É a partir dessa base que precisamos de analisar o problema. Temos de fazer uma avaliação muito rigorosa para conseguirmos propor medidas eficazes.

E estão a fazê-lo?
Estamos a analisar, tal como estamos a fazer em relação ao jogo.

Está a completar seis meses à frente do ICAD. Sente que tem vindo a conseguir avanços?
Diria que, para já, avançámos com várias medidas que eram urgentes. Por exemplo, a criação dos centros de tratamento para jogo a dinheiro e para videojogos, que faziam falta no Sistema Nacional de Saúde. Também iniciámos a monitorização do jogo em 2025, o que nos permitirá intervir nesta área com outra base de informação. A atualização do diagnóstico nacional dos comportamentos aditivos e dependências é igualmente crucial - o último é de 2017 - e estamos a trabalhar nesse sentido. Começámos pelo que era mais imediato.

Quais são as prioridades para os próximos tempos?
Há medidas importantes na prevenção. Aliás, lançámos recentemente uma campanha nacional com duração de um ano, com um subtema mensal. É uma campanha de sensibilização sobre substâncias ilícitas; há quase 20 anos que não existia uma campanha de prevenção universal neste domínio. É direcionada para jovens, o nosso principal público-alvo, e foi construída tendo em conta não só as características da nova geração, mas também as novas substâncias e os novos padrões de consumo, que se têm alterado. Passámos do consumo tradicional de heroína dos anos 1990 para outras substâncias, com destaque para o aumento do consumo de cocaína, que nos preocupa bastante. Em paralelo, estamos a identificar áreas onde ainda não houve intervenção e a preparar ações futuras.

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