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Pacemakers e desfibrilhadores automáticos implantáveis: como smartphones e auriculares sem fios podem interferir

Homem sénior em consulta com profissional de saúde, usando dispositivo médico e smartphone sobre mesa de madeira.

Os pacemakers e os desfibrilhadores automáticos implantáveis reagem a campos magnéticos a partir de um determinado limiar. Por isso, equipamentos electrónicos do dia a dia - como smartphones ou auriculares sem fios - podem interferir com estes dispositivos.

Para a grande maioria das pessoas, smartphones, auriculares sem fios e outros aparelhos de consumo não representam qualquer risco. No entanto, para quem utiliza um pacemaker ou um desfibrilhador automático implantável, estes gadgets podem tornar-se perigosos. O motivo está numa funcionalidade dos dispositivos cardiovasculares implantáveis conhecida como “modo íman”, que altera o seu funcionamento quando é detetado um campo magnético acima de um certo nível. E, atualmente, os ímanes fazem parte de muitos aparelhos electrónicos usados diariamente.

Um estudo publicado em 2022 na revista “Circulation: Arrhythmia and Electrophysiology” demonstrou que este “modo íman” pode ser ativado por vários equipamentos testados - incluindo um smartphone, uns AirPods Pro, e até canetas stylus - quando colocados junto de dispositivos cardiovasculares implantáveis. “O nosso estudo revelou que os dispositivos electrónicos portáteis, para além do iPhone 12, apresentam suscetibilidade magnética e podem, por isso, potencialmente inibir terapias vitais”, explicaram os autores do trabalho.

Precauções para quem usa um pacemaker ou um desfibrilhador automático implantável

Em termos práticos, isto significa que as pessoas com um dispositivo cardiovascular implantável (e também quem está por perto) devem adotar cuidados para evitar que o “modo íman” seja acionado. Aliás, a Apple recomenda, por exemplo, manter todos os aparelhos electrónicos afastados destes dispositivos.

A maioria dos aparelhos electrónicos de consumo, incluindo computadores portáteis, tablets, smartphones, dispositivos vestíveis e dispositivos de áudio, contém ímanes, componentes e módulos de rádio que emitem campos electromagnéticos capazes de interferir com dispositivos médicos. Por exemplo, os pacemakers e os desfibrilhadores implantados podem incluir sensores que reagem à presença de ímanes e de módulos de rádio quando estão em contacto muito próximo com os mesmos”, lê-se numa página de suporte da empresa de Cupertino.

A Apple recorda ainda que “a maioria” dos fabricantes de dispositivos médicos aconselha manter as fontes de interferência a uma distância mínima de “15 centímetros” e de, pelo menos, “30 centímetros” quando se utiliza um carregador sem fios.

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