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Sismo de magnitude 3,8 sentido no Pico, Faial e São Jorge, diz o CIVISA

Homem observa vulcão através de janela, com copo de água e mapa com telemóvel numa mesa de madeira.

Sismo de magnitude 3,8 sentido no Grupo Central dos Açores

Um sismo com magnitude 3,8 na escala de Richter foi sentido este sábado nas ilhas do Pico, Faial e São Jorge, no Grupo Central dos Açores, de acordo com informação divulgada pelo Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

Segundo o CIVISA, o abalo ocorreu às 7.34 horas locais (8.34 horas em Portugal continental) e teve o seu epicentro a cerca de 10 quilómetros a norte de Bandeiras, no concelho da Madalena, na ilha do Pico.

"De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli Modificada) nos concelhos de Madalena, São Roque do Pico e Horta", indicou o CIVISA.

O sismo foi igualmente sentido com intensidade IV nos concelhos das Lajes do Pico (ilha do Pico) e de Velas (São Jorge), tendo atingido intensidade III no concelho da Calheta (São Jorge).

O evento ficou também registado nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Escalas de Richter e de Mercalli Modificada

Na escala de Richter, os sismos são classificados pela sua magnitude da seguinte forma: micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada avalia os "graus de intensidade e respetiva descrição".

De acordo com a descrição do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na sua página da Internet, com intensidade V - considerada forte - os sismos são sentidos fora de casa, as pessoas são acordadas, os líquidos oscilam e alguns extravasam, pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados, as portas oscilam, fecham-se ou abrem-se, enquanto estores e quadros se movem e os pêndulos de relógios param ou alteram o estado de oscilação.

Já com uma intensidade IV - classificada como moderada - "os objetos suspensos baloiçam, a vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, os vidros e loiças chocam ou tilintam e na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem".

Ainda segundo o IPMA, quando a intensidade é III - considerada fraca - o abalo é sentido no interior das habitações e os objetos pendentes baloiçam, notando-se uma "vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados".

Alerta vulcânico

Em maio, o CIVISA aumentou para V1 (sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável) o nível de alerta vulcânico no canal Faial - Pico, que anteriormente se encontrava em V0 (sistema vulcânico em fase de repouso).

Num comunicado, o CIVISA refere que "ocorreu novo incremento da atividade sísmica de baixa magnitude localizada ao longo da linha estrutural de direção NE [nordeste] - SW [sudoeste] que se estende no canal Faial - Pico, desde W [oeste] da Madalena até N [norte] do Lagido, abrangendo o Sistema Vulcânico Submarino do Cachorro, com profundidades que se desenvolvem verticalmente desde os 13 quilómetros até perto da superfície".

Perante este enquadramento, o CIVISA decidiu "elevar para V1 o Alerta Vulcânico na zona em causa", depois de, a 21 de abril, o nível ter descido para V0.

A escala de alertas vulcânicos utilizada pelo CIVISA é composta por oito níveis: V0 corresponde a um sistema vulcânico em fase de repouso e V7 a uma erupção magmática ou hidromagmática em curso.

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