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Salário do selecionador dos EUA dividido entre a Federação e milionários

Três homens em fato numa reunião no estádio, com uma bola de futebol sobre a mesa, apertando as mãos.

O salário do selecionador dos EUA é repartido entre a Federação e um grupo de milionários que não queria ver os "ianques" fazer má figura em casa.

O percurso dos EUA no Mundial 2026

Os Estados Unidos somam 12 presenças em fases finais de Campeonatos do Mundo e, nos 41 encontros já disputados na prova, registaram 21 derrotas. Ganharam apenas 12 partidas - e um quarto desses triunfos aconteceu nesta edição.

No Mundial 2026, os "ianques" já deixaram a sua marca ao baterem o recorde de vitórias (3). E, se nos oitavos de final conseguirem eliminar a Bélgica (terça-feira, à 1 hora), vão igualar a melhor prestação de sempre: chegar aos "quartos" pela segunda vez, depois do feito de 2002.

O entusiasmo alastra pelo país e até Zlatan Ibrahimovic, agora na função de comentador, arriscou um "sim" quando lhe perguntaram se os EUA podem sonhar com o título mundial. Trata-se de um intruso improvável na corrida para, pelo menos, atingir as rondas decisivas - com a particularidade de estar a ser financiado por milionários, à imagem de um autêntico sonho americano.

Mauricio Pochettino como selecionador dos EUA e o custo da ambição

O comunicado que oficializou a chegada de Mauricio Pochettino, em setembro de 2024, ao cargo de selecionador foi longo e, num raro exercício de transparência, explicava que a contratação de um técnico tão reconhecido - e tão dispendioso - só foi viável por ser "suportada por uma doação filantrópica de Kenneth C. Griffin, o apoio adicional Scott Goodwin e diversos parceiros comerciais".

O argentino, que poucas semanas antes tinha sido afastado do comando técnico do Chelsea, passou a ser o selecionador mais caro de sempre na história da Federação Americana de Futebol e entrou também no lote dos mais bem pagos do Mundo. O convite para se mudar para o país surgiu com uma missão clara: reerguer uma seleção que vinha de um período de descrédito.

A doação, Scott Goodwin e o papel de Kenneth C. Griffin

Gregg Berhalter não sobreviveu à fraca figura na Copa América desse mesmo ano e, com o Mundial em casa como argumento, a federação local, liderada por Cindy Parlow, avançou com a ideia de tentar seduzir um nome grande.

Pep Guardiola e Jurgen Klopp estiveram em cima da mesa, mas, à primeira abordagem, foi Pochettino o único a mostrar disponibilidade. Ainda assim, a falta de dinheiro quase deitou por terra o plano - até a intenção chegar aos ouvidos de Scott Goodwin, adepto de futebol e patriota assumido, para quem seria impensável os EUA deixarem uma má imagem no Mundial que organizam: "Eu pago!", disparou, dando início ao processo que permitiu assegurar o desejado Pochettino.

Outros endinheirados aderiram à estratégia, mas nenhum se mostrou tão generoso quanto Kenneth Griffin. Dois anos depois, o investimento dá sinais de ter valido a pena - e tudo indica que ainda poderá render mais dividendos.

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