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Guerra no Médio Oriente e no Irão pode aumentar os preços dos preservativos em +30%, diz a Karex

Caixa empilhada de preservativos coloridos, frasco com moedas e maço de notas numa mesa com mapa mundial ao fundo.

A guerra no Médio Oriente também está a ter efeitos inesperados na vida íntima.

Desde o início dos bombardeamentos norte-americanos e israelitas contra o Irão, no final de fevereiro, o ambiente geopolítico global tem estado particularmente tenso. Como seria de esperar, o conflito no Irão já está a produzir impactos para consumidores em todo o mundo, com subidas expressivas no preço do petróleo, do querosene e também de vários géneros alimentares. E não fica por aqui: nos próximos meses, os preservativos deverão ficar significativamente mais caros.

Esta é, pelo menos, a previsão avançada pelo líder mundial na produção de preservativos, numa entrevista à Bloomberg News. Hoje, os preservativos continuam a ser o método contraceptivo mais seguro e mais eficaz para evitar a transmissão da maioria das infeções sexualmente transmissíveis, do VIH e da hepatite B, além de ajudarem a prevenir uma gravidez não planeada. Com a guerra no Médio Oriente, proteger-se na cama poderá obrigar a gastar mais.

Impacto da guerra no Médio Oriente no preço dos preservativos

+30% nos preservativos?

Sabe o que é a Karex? Na prática, já a conhece. Trata-se do maior fabricante de preservativos do mundo. A empresa malaia assegura 20% da produção mundial, com cerca de 5 mil milhões de unidades por ano para marcas como a Durex. Perante o conflito atual e a instabilidade geopolítica, a cadeia de abastecimento da Karex foi fortemente afetada… e os custos de produção dispararam.

Porque é que os custos da Karex estão a aumentar

Em apenas dois meses, a empresa viu os seus custos de produção aumentarem entre 25% e 30%. E a tendência, segundo a própria, deverá manter-se. Entre a escassez de componentes químicos derivados do petróleo e a subida dos preços das matérias-primas, a Karex considera que tem pouca margem de manobra.

O mesmo acontece com os custos das embalagens dos preservativos e dos lubrificantes. Atualmente, a empresa depende de vários produtos petroquímicos, como o amoníaco (utilizado na conservação do látex) e o óleo de silicone (usado no lubrificante que reveste o preservativo).

O que esperar nos próximos meses

Para já, a Karex procura tranquilizar e garante que tem matérias-primas suficientes para os próximos dois meses. E depois? É a grande incógnita. Ainda assim, o maior fabricante de preservativos do mundo afirma que se deve contar com uma subida de 30% nos preços muito em breve. “Estamos a ajustar os preços para a maioria dos nossos clientes e será, sem dúvida, um dos aumentos mais fortes dos últimos tempos”, declarou Gih Mia Kiat, CEO da Karex.

Recorde-se, ainda, que as pessoas com menos de 26 anos beneficiam de preservativos gratuitos nas farmácias, sem receita médica, desde 1 de janeiro de 2023.


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