Volta à Itália com Jonas Vingegaard no centro das atenções
A Volta à Itália deste ano começa já na próxima sexta-feira e Jonas Vingegaard apresenta-se como o único verdadeiro grande nome capaz de monopolizar o protagonismo, numa edição em que o espetáculo pode ficar muito dependente do rendimento individual do dinamarquês. Ainda antes de a corrida arrancar, o corredor da Visma-Lease a Bike - que se estreia nesta prova - viu a concorrência direta diminuir, devido às desistências de última hora de João Almeida (UAE Team Emirates) e Richard Carapaz (EF-Education-EasyPost).
Baixas de última hora e candidatos que ganham espaço
No caso de João Almeida, que em 2020 chegou a envergar a camisola rosa durante duas semanas e terminou no quarto lugar, e que em 2023 foi terceiro, a presença cai por terra por causa de uma doença contraída em fevereiro, na Volta ao Algarve, que acabou por comprometer toda a preparação. Richard Carapaz, vencedor em 2019, também não estará à partida, enquanto recupera de problemas físicos, tal como o espanhol Mikel Landa.
Com estas ausências, o pelotão perde algumas figuras de maior peso mediático, mas não fica sem opções credíveis. Giulio Pellizzari, jovem italiano da Red Bull-Bora-Hansgrohe, chega embalado pela vitória na Volta aos Alpes e quer passar do estatuto de promessa à consagração. Ao seu lado estará Jay Hindley, vencedor do Giro em 2022. Já a UAE Emirates, sem João Almeida, deverá orientar as ambições para Adam Yates e Jay Vine, enquanto a INEOS aposta em Egan Bernal e Thymen Arensman. Felix Gall, Enric Mas, Ben O"Connor e Derek Gee fecham o grupo de possíveis vencedores.
Favoritismo de Vingegaard e a luta pela trilogia das grandes Voltas
Ainda assim, as atenções convergem para Vingegaard. Bicampeão do Tour e vencedor da Vuelta em 2025, o líder da Visma entra pela primeira vez no Giro com o objetivo de completar a trilogia das grandes Voltas antes de Tadej Pogacar. Chega reforçado por triunfos na Paris-Nice e na Volta à Catalunha, resultados que sustentam um estatuto de favorito absoluto.
Percurso: início na Bulgária, Blockhaus, 40 km ao cronómetro e Dolomitas
A estrada, porém, raramente segue um guião e a inédita partida na Bulgária promete, desde logo, três dias propícios a emboscadas antes de a caravana entrar em Itália. O primeiro grande exame aparece na sétima etapa, com a subida ao Blockhaus e uma chegada próxima dos 1700 metros de altitude. Depois, no décimo dia, um contrarrelógio de 40 quilómetros pode criar diferenças determinantes.
Mas é na última semana, já no coração dos Dolomitas, que a montanha tanto pode oferecer a camisola rosa como precipitar uma tragédia. Simon Yates venceu em 2025 com um ataque tardio no Colle delle Finestre, reforçando a ideia de que o Giro se decide com resistência, coragem e imprevisibilidade.
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