O Grande Prémio JN volta ao seu lugar habitual no calendário de junho e corre-se de quinta-feira a domingo, numa edição com um perfil especialmente exigente.
Entre 10 e 14 de junho, o Grande Prémio Jornal de Notícias/Leilosoc regressa às estradas, recuperando a ligação ao mês das festas populares, das romarias, dos dias mais longos e das bermas cheias de público. O cenário volta a ser o Norte do país, com passagem por vários concelhos, num regresso ao ambiente clássico de uma das provas mais emblemáticas do ciclismo português.
35.ª edição do Grande Prémio JN: mais curta, mas mais intensa
A 35.ª edição apresenta menos quilómetros, mas promete maior intensidade. Em cinco dias, o pelotão cumpre 620,7 quilómetros, num traçado desenhado para deixar a discussão da geral em aberto até ao derradeiro dia e para distinguir o corredor mais completo e consistente.
"É uma corrida muito equilibrada, o vencedor vai ser por diferenças pequenas. É bom que as corridas tenham emoção até ao fim", sublinhou Delmino Pereira, diretor da prova. A organização estruturou o percurso precisamente para que cada etapa tenha um enredo próprio. "Vai haver oportunidades para os sprinters, para os fundistas e trepadores e também para os contrarrelogistas", completou.
Percurso e etapas: Viana do Castelo, Famalicão, Gondomar e Valongo
A corrida arranca a 10 de junho, em Viana do Castelo, com uma etapa de 149,2 quilómetros pelo Alto Minho. Apesar de incluir setores mais duros, tudo indica que o desfecho poderá favorecer os homens rápidos.
No dia seguinte, a chegada a Vila Nova de Famalicão acontece após 142,1 quilómetros, num traçado que endurece ligeiramente a corrida, mantendo ainda assim margem para um sprint disputado. Seguem-se as etapas com final em Gondomar (156,1 km) e em Valongo (173,3 km).
Contrarrelógio individual na Maia pode virar a classificação geral
A decisão fica reservada para a Maia, onde a organização reintroduz um contrarrelógio individual. Serão 15,8 quilómetros capazes de manter a incerteza até aos instantes finais: uma extensão suficiente para recuperar tempo, confirmar favoritismos ou até baralhar por completo a classificação geral.
Pelotão com 15 equipas e iniciativa "Pedala com o JN"
O pelotão contará com 15 equipas. Entre elas, estará a Aviludo-Louletano-Loulé de Nicolás Tivani, vencedor da última edição, que volta à estrada com o dorsal número um.
A prova volta também a abrir espaço a ações de proximidade, como o "Pedala com o JN", iniciativa que aproxima crianças e famílias do uso da bicicleta e contribui para formar os ciclistas do futuro.
Por dentro
Nicolás Tivani
Vencedor de 2025 volta para defender o título
O argentino da Aviludo-Louletano-Loulé, que envergou a camisola amarela no ano passado, regressa com o dorsal número um e com o objetivo de repetir o triunfo - algo que nenhum estrangeiro conseguiu.
15 equipas
Pelotão junta principais formações nacionais
A edição deste ano terá 15 equipas, incluindo uma espanhola, reunindo no pelotão alguns dos nomes mais fortes do ciclismo nacional. Funciona, por isso, como um teste relevante para a Volta a Portugal.
Seis camisolas
Muitas lutas além da geral individual
Para lá da tradicional camisola amarela, existirão mais cinco classificações para animar a corrida: verde (pontos), azul (montanha), branca (juventude), laranja (metas volantes) e JN (pontos quentes).
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