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Estudo indica que Lidl lidera na comparação de preços do chocolate de Páscoa 2025, à frente de E.Leclerc e Carrefour

Jovem a comparar dois coelhos de chocolate numa loja com carrinho cheio de ovos e coelho de chocolate.

Uma investigação recente deixa claro qual é o discount que se destaca quando a comparação é feita pelo preço.

Com o cacau mais caro e uma inflação que teima em não abrandar, a proximidade da Páscoa pesa no orçamento de muitos lares - precisamente na secção dos chocolates. Uma nova sondagem online avaliou onde os consumidores tencionam comprar o chocolate de Páscoa mais barato em 2025 e de que forma estão a gerir um orçamento de chocolate cada vez mais limitado.

Preços a subir, carteira mais curta: como as famílias preparam a Páscoa de 2025

Para esta análise, a plataforma de publicidade Bonial inquiriu, em abril de 2024, um total de 1.257 pessoas sobre as compras de chocolate que planeiam fazer para a Páscoa de 2025. O retrato é inequívoco: o entusiasmo pelos coelhos e ovos começa a esbarrar em limites financeiros.

  • Orçamento médio de chocolate por agregado: cerca de 51 euros
  • Atenção centrada em promoções e preços baixos, não em marcas
  • Quase todos compram em loja física; muito poucos optam por online

Assim, a Páscoa continua a ser uma data relevante no calendário do supermercado, mas há cada vez mais contas feitas ao cêntimo. Quem compra para vários filhos - e ainda para afilhados e netos - percebe rapidamente até onde conseguem ir, na prática, 51 euros.

O preço é, para dois terços dos inquiridos, o critério decisivo na compra de chocolate de Páscoa - à frente da marca e do sabor.

Que cadeia ganha a batalha do preço pelo coelho de chocolate

A leitura das respostas é bastante nítida: um hard discounter fica no primeiro lugar quando o tema é chocolate de Páscoa barato. Logo a seguir surgem dois grandes retalhistas de sortido completo, também muito presentes no comércio.

A pergunta foi simples: que cadeias, na perspetiva dos compradores, apresentam as ofertas de Páscoa mais económicas? O pódio ficou assim:

  • Lidl - é a insígnia mais referida como a opção mais barata para chocolate de Páscoa
  • E.Leclerc - muito próximo
  • Carrefour - garante o terceiro lugar

Para a próxima Páscoa, muitos participantes contam encher o cesto precisamente nestas lojas. Em particular, o Lidl beneficia do seu estatuto de “campeão do baixo preço” na prateleira dos doces.

O que realmente vai para o cesto de Páscoa

A pesquisa não se ficou por onde se compra: também identificou o que se compra. Os dados mostram que formatos de chocolate lideram as preferências - e onde, de forma concreta, acaba por ser gasto o orçamento médio de 51 euros.

  • Chocolates moldados e figuras como coelhos, galinhas ou sinos representam, de longe, a maior fatia das compras.
  • Ovos de chocolate entram em quase metade dos cestos.
  • Ovos surpresa são os mais escolhidos dentro da categoria de ovos.
  • Granulado de chocolate e peixinhos pequenos têm uma presença bem menos relevante.

Ou seja, as famílias tendem a privilegiar produtos visualmente marcantes, fáceis de esconder e ideais para colocar no ninho de Páscoa. Embalagens coloridas e formatos reconhecíveis parecem pesar mais do que bombons mais sofisticados ou tabletes “premium”.

O preço vence a marca - e o peso do orçamento nas decisões

O estudo evidencia o quanto a carteira dita o comportamento de compra. Aos inquiridos foi pedido que escolhessem entre preço, marca e sabor. O resultado é claro:

Critério Percentagem dos inquiridos
Preço 67 %
Marca 32 %
Sabor 30 %

Muitos consumidores admitem que, com os custos a subir, preferem abdicar de marcas do que pagar mais pelo “chocolate preferido”. Quando o montante é fixo, o objetivo passa a ser conseguir oferecer a mais crianças e familiares - e aí cada euro pesa mais do que um nome conhecido na embalagem.

Para muitos agregados, o chocolate de Páscoa deixou de ser uma compra impulsiva e passou a ser um plano com um teto de despesas bem definido.

Caça a promoções no digital: como as apps orientam as compras da Páscoa

Também é relevante perceber como as compras são preparadas. A sondagem aponta para uma tendência forte: a procura digital de folhetos e descontos acontece antes de o primeiro coelho de chocolate entrar no carrinho.

  • 62 % dizem ser fortemente influenciados por ofertas e promoções.
  • 57 % planeiam usar ferramentas digitais para preparar as compras.
  • 31 % recorrem a apps específicas de descontos ou folhetos.
  • 26 % comparam folhetos diretamente nos sites dos retalhistas.

Desta forma, o antigo “folheto na caixa do correio” vai sendo substituído pelo ecrã do telemóvel. Quem organiza as compras percorre especiais de Páscoa, guarda promoções e compara preços entre várias cadeias em poucos minutos.

Exemplos concretos: chocolate de Páscoa abaixo de 10 euros no discount

Como é que estas promoções se materializam? Um olhar para produtos sazonais no segmento de hard discount ajuda a perceber como funciona a disputa pelo preço.

Os artigos típicos referidos na análise ficam todos abaixo - ou muito perto - da fasquia dos 10 euros:

  • Um coelho grande de chocolate de leite por pouco menos de 10 euros.
  • Um ovo crocante com drageias de chocolate coloridas no interior por pouco mais de 5 euros.
  • Conjuntos com várias peças, por exemplo suportes de ovos divertidos recheados com miniovos de chocolate, por menos de 4 euros.

Com um orçamento médio de 51 euros, um agregado consegue montar um conjunto bastante completo: algumas figuras maiores para “dar nas vistas” e vários itens pequenos para a tradicional caça aos ovos no jardim ou dentro de casa.

Estratégias para aproveitar melhor o orçamento de chocolate

Quem quer manter as despesas sob controlo pode retirar do estudo algumas orientações práticas:

  • Planear com antecedência: as grandes campanhas especiais arrancam duas a três semanas antes da Páscoa. Comparar cedo ajuda a apanhar as melhores oportunidades.
  • Comparar o preço por 100 gramas: a embalagem pode parecer enorme, mas é a referência no verso que mostra se a promoção compensa.
  • Avaliar as marcas próprias: as marcas de discount e de supermercado tendem a ser bem mais baratas do que fabricantes conhecidos - com sabor semelhante.
  • Dividir embalagens grandes de forma inteligente: um pack com muitos ovos pequenos costuma render mais e sair mais barato para distribuir por vários ninhos do que unidades premium compradas em separado.

Se, além disso, forem usadas apps de descontos, o orçamento pode esticar ainda mais. Muitas plataformas reúnem folhetos de várias cadeias, permitindo perceber rapidamente onde coelhos, ovos e figuras estão mais baratos naquela semana.

O que este estudo revela sobre os nossos hábitos de compra

Os resultados não falam apenas de chocolate; acabam por espelhar o quotidiano de muitos lares. Quando o preço ultrapassa o sabor, percebe-se até que ponto o contexto económico influencia o dia a dia. A Páscoa mantém a carga emocional, mas no momento de escolher o produto, muitas vezes é a leitura fria do preço no rótulo que decide.

Também chama a atenção a preferência pela loja física. Quase todos os participantes compram chocolate de Páscoa no estabelecimento e não na internet. Isso deve-se, por um lado, às ações promocionais no ponto de venda e, por outro, ao facto de muitas pessoas preferirem ver e escolher doces no momento. Ou seja, o digital ganha força na preparação - não tanto na compra.

Para os retalhistas, a implicação é clara: para se destacar na Páscoa de 2025, é preciso convencer em mais do que um front. Contam preços agressivos e campanhas visíveis, mas também folhetos online bem construídos e fáceis de encontrar. O consumidor planeia no telemóvel e compra na loja - e, se o valor parecer certo, ainda pode levar mais um produto.


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