Entre o vaivém de turistas, as escadas e a música de rua de Montmartre, esconde-se um pequeno italiano que há muito se tornou o restaurante de eleição de uma bailarina profissional muito conhecida. Quem anda por Paris consegue, ali, pedir praticamente o mesmo que ela - e a lista de preços parece tranquila à primeira vista, mas já não soa tão acessível quando se faz bem as contas.
A bailarina profissional e o seu refúgio em Montmartre
Fauve Hautot é uma figura de destaque em França: jurada num grande programa de dança, cabelo ruivo, estilo inconfundível, sempre a correr entre ensaios, estúdios de televisão e eventos. Fora das câmaras, procura deliberadamente o oposto do brilho dos holofotes - e encontra-o, curiosamente, no coração de um dos bairros mais turísticos de Paris.
Vive na capital desde 2011. No início, foi experimentando diferentes zonas, até se apaixonar por Montmartre. Pracinhas discretas, escadas antigas, bistrôs típicos - e, no meio de tudo isso, uma morada onde acaba por voltar vezes sem conta: a trattoria La Rughetta, na Rue Lepic, a poucos minutos a pé da Basílica do Sacré-Cœur.
A La Rughetta, vista de fora, parece um italiano normal de bairro - mas para a bailarina já é, há muito, uma segunda sala de estar.
É ali que janta com amigos, faz serões tranquilos a dois ou simplesmente “desaparece” por momentos depois de longos dias de gravações. Ela descreve o espaço como surpreendente, acolhedor e sem pretensões. Não é um restaurante com estrelas nem um palco de famosos; é um sítio onde pode ser apenas ela.
O que há na ementa: de gnocchi a osso buco
A La Rughetta é gerida por três jovens franceses - Guillaume, Vivien e Thibault. Ainda assim, a cozinha mantém-se fiel aos clássicos italianos. A bailarina elogia vários pratos, numa seleção que soa a um verdadeiro best-of de comida reconfortante.
Pratos típicos no restaurante preferido da bailarina
- Gnocchi com gorgonzola - cremosos, ricos, e bem saciantes
- Pizzas de forno a lenha em várias versões
- Vitello al limone - vitela com molho de limão
- Osso buco - pernas estufadas lentamente
- Lasagne al forno - a clássica lasanha de forno
Segundo ela, consegue praticamente pedir “às cegas”; a qualidade mantém-se consistente em toda a carta. Para quem é cliente habitual, isto pesa muito: sabe-se que é difícil escolher mal, quer se prefira massa, quer se seja mais de pratos de carne.
Há um pormenor que, diz ela, lhe arranca sempre um sorriso: a conta não chega apenas num talão, mas acompanhada por uma grande garrafa cheia de doces. É infantil, um pouco kitsch - e precisamente por isso memorável, a condizer com o ambiente descontraído.
Quanto custa, de facto, um jantar a dois
A dúvida que interessa a muita gente é simples: um serão no restaurante parisiense favorito de uma cara da televisão fica ao alcance da carteira? A boa notícia é que a La Rughetta está alinhada com os preços de um italiano de bairro bem gerido - não é barata, mas também não é um templo de luxo.
Preços base, num relance
| Prato / bebida | Intervalo de preço |
|---|---|
| Pratos de massa | 13–16 € |
| Escalope milanese (escalope à milanesa) | 18 € |
| Osso Buco | 22 € |
| Pizzas | 10–16 € |
| Sobremesas | 7–9,50 € |
| Vinho por copo | 6–7 € |
Com estes valores, dá para estimar com bastante precisão quanto pode custar um jantar típico para duas pessoas. No fim, o total depende sobretudo de escolhas simples: ficar pela pizza, optar por massa sem álcool ou montar um menu completo com carne e vinho.
Variante 1: noite de pizza sem grandes extras
A opção mais económica é um jantar descontraído com pizza, um copo de vinho e uma sobremesa para partilhar. Por exemplo:
- 2 pizzas a 12–15 €
- 2 copos de vinho a 6–7 €
- 1 sobremesa para dividir por cerca de 9–9,50 €
No total, duas pessoas ficam por volta de 50 a 55 euros. Para padrões parisienses, é um valor bastante moderado - ainda por cima tão perto de um dos postais mais conhecidos da cidade.
Variante 2: massa, sobremesa e café - sem álcool
Quem prefere massa ou gnocchi e dispensa álcool mantém um orçamento semelhante, mas com sobremesa individual:
- 2 pratos de massa a 14–16 €
- 2 sobremesas entre 8 e 9,50 €
- 2 expressos a 2,50 €
Com esta combinação, a conta fica por volta de 55 a 65 euros para duas pessoas. O preço final varia muito consoante a sobremesa escolhida, mas continua claramente abaixo dos 70 €.
Variante 3: prato de carne, garrafa de vinho, programa completo
Para um serão mais festivo, a escolha recai em pratos de carne e numa garrafa de vinho:
- 2 pratos principais na faixa de 22–25 €
- 1 garrafa de vinho de entrada ou gama média por 24–36 €
- 2 sobremesas a 9–9,50 €
Aqui, o total sobe rapidamente para 85 a 105 euros por dois clientes. É bem mais caro, mas ainda comparável a um bom jantar em muitas grandes cidades.
Fazendo as contas às diferentes opções, no restaurante preferido da bailarina o mais comum é ficar entre 25 e 35 euros por pessoa sem álcool - e entre 35 e 50 euros com vinho ou spritz e sobremesa.
Dicas para manter a conta mais leve
Quem quiser experimentar o restaurante sem rebentar o orçamento de viagem pode poupar com alguns truques simples, sem perder o ambiente:
- Partilhar a sobremesa: um prato de doces costuma dar perfeitamente para dois.
- Escolher pizza em vez de carne: as pizzas ficam claramente abaixo dos preços dos pratos de carne.
- Copo em vez de garrafa: um copo de vinho por pessoa sai mais em conta do que uma garrafa.
- Água da torneira: em França, é normal pedir água da torneira em restaurantes, e isso ajuda a poupar.
- Sem aperitivo nem digestivo: as bebidas extra, sobretudo em viagem, fazem a conta disparar.
E há ainda um detalhe prático: ao reservar para a hora certa, encontra-se um público bem misto - moradores do bairro, casais, turistas e, ocasionalmente, pessoas ligadas ao espetáculo. Esse é parte do encanto: não se está numa bolha “premium”, mas num sítio que funciona no dia a dia.
Porque é que um lugar assim atrai tantos fãs
Para quem segue a bailarina, a La Rughetta tem um atrativo adicional: é o sítio onde ela se sente em casa há anos. Ao contrário de certos “restaurantes de celebridades” com um ar esterilizado, aqui a imagem bate certo com a realidade - mesas simples de madeira, ruído vivo de sala, pratos sem floreados, mas porções que enchem.
Cada vez mais, muitas figuras públicas escolhem propositadamente espaços deste género. Conseguem comer com relativa tranquilidade, evitam estar constantemente sob escrutínio e, se for preciso, passam despercebidas no burburinho. Para quem visita, o resultado é uma combinação curiosa: uma morada autêntica do bairro, com uma pequena história de famoso incluída.
Quem estiver a planear uma viagem a Paris pode integrar facilmente este tipo de restaurante num passeio por Montmartre: depois de visitar a Basílica do Sacré-Cœur, passear pela Place du Tertre e apreciar a vista sobre os telhados, um jantar relaxado na Rue Lepic cai que nem ginjas. É precisamente essa mistura de panorama, calçada e massa que dá ao programa um encanto especial.
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