A cabeleireira Charo García defende que, em rostos redondos depois dos 60 anos, os cortes que criam volume no topo e mantêm alguma leveza à volta do rosto tendem a resultar num conjunto mais harmonioso. A intenção não passa por “disfarçar” traços, mas por distribuir melhor o movimento, evitar laterais demasiado compactas e ajustar o desenho do corte ao tipo de cabelo.
Por que o volume no topo modifica a percepção do rosto?
Quando o volume se concentra na zona superior, o penteado ganha uma leitura mais vertical. Em rostos redondos, esta direcção pode alongar visualmente as proporções, sobretudo se as laterais ficarem leves e sem aumentar a largura.
Charo García sugere ainda ter em conta a altura da testa, a densidade capilar e a praticidade no dia a dia. O mesmo corte pode ter resultados distintos em cabelo liso, ondulado, encaracolado ou muito fino.
Quais cortes de cabelo funcionam com essa proposta?
Não existe um corte “único” para todas as pessoas após os 60. Esta abordagem pode ser aplicada a vários comprimentos, desde que o desenho preserve movimento no topo e não coloque todo o volume nas laterais.
- pixie alongado, com topo texturizado e laterais suaves;
- bob com camadas, evitando uma linha demasiado recta à altura das maçãs do rosto;
- corte de comprimento médio com madeixas frontais em gradação;
- shag leve, com camadas bem distribuídas e movimento natural;
- cabelo comprido com camadas a começar abaixo do queixo.
Como criar leveza ao redor do rosto?
A leveza à volta do rosto pode ser criada com madeixas frontais, pontas desfiadas e camadas que não terminem todas ao mesmo nível. Estas escolhas afastam a ideia de uma “moldura” rígida e deixam o cabelo acompanhar melhor os traços, com mais fluidez.
Franjas laterais ou franja cortina também podem integrar o corte, desde que sejam ajustadas à textura do cabelo. Recomendações no mesmo sentido para rostos redondos incluem camadas compridas, risca ao lado e volume na zona superior.
Quais detalhes devem ser discutidos com a cabeleireira?
Antes de cortar, é útil clarificar quanto tempo pretende dedicar à finalização e que produtos já usa na rotina. Um formato que dependa de escova diária pode não ser o mais indicado para quem prefere deixar secar ao natural.
- textura natural e comportamento do cabelo depois de seco;
- densidade e zonas com menor volume;
- comprimento que a pessoa quer manter;
- uso (ou não) de secador, modelador e produtos de finalização;
- frequência possível para a manutenção do corte;
- preferência por franja, risca ao lado ou cabelo afastado do rosto.
O formato do rosto deve determinar sozinho a escolha?
O rosto redondo é apenas um dos pontos de referência no planeamento de um corte. Pescoço, testa, textura, densidade, rotina e gosto pessoal também pesam no resultado - e a idade não impede optar por cabelo curto, médio ou comprido.
A indicação de Charo García funciona como base: criar volume no topo e retirar peso excessivo das laterais. A escolha final deve respeitar a identidade de quem usa o corte e permitir uma manutenção compatível com o comportamento real do cabelo.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário